Peço que não me entenda se não quiser.
Peço que me entenda se quiser.
Só digo mais, sou eu.

A infinitude de palavras que poderia utilizar para mostrar que tudo que eu quero é seguir o meu caminho da minha forma é, em verdade, finita. Não há muitas palavras no dicionário que caracterizem o seguir da vida, mas a palavra que deveria ser mais presente em nossas mentes ao refletir sobre a vida é aprender. É sempre assim.

Eu aprendi a chorar quando nasci. Até hoje a palmada é o primeiro contato que temos com a vida.
A segunda coisa que aprendi foi a comer e a pedir comida.
E foi então que eu conheci o individual. Foi, na verdade, com o contato que eu aprendi onde que eu acabava e onde o outro começava (and all in between). E é através dessa cognição do individual (a noção de que eu sou um e cada um dos que vivem ao meu redor são outros em suas próprias individualidades) que pude conhecer o amor pela primeira vez. [Entenda bem o processo: conheci minha individualidade e a individualidade alheia e, assim, entendendo as aglomerações, aprendi o amor]
Eu já sabia chorar, comer, pedir comida, reconhecer e amar. Eu estava pronto para a vida nesse mundo gigante… porém, vieram os primeiros problemas: tentar caminhar sozinho, tentar comer sozinho, tive que aprender a descomer também (e mais tarde, fazer isso sozinho também: tanto o número um como o número dois). Ah, e foi aí que eu aprendi uma outra liçãozinha, quase esquecida, que é “chorar não leva a nada”.
É engraçado como eu compreendi isso. Meu primeiro aprendizado na Terra foi o choro. E a princípio, chorar me dava tudo que eu queria, mas, posteriormente, eu vi que chorar não fazia nada. Foi uma lição e tanta para um gurizinho de poucos e tantos anos… [talvez por isso voltemos a chorar quando já grandes - é porque esquecemos dessa lição vetusta. =P]
Bom, até aí o que eu vejo irá se repetir inúmeras vezes: eu aprendi a fazer uma coisa e, mais tarde, tentei fazer sozinho. Mas tem uma coisa que é ainda maior que tudo isso, e, talvez por isso, seja mais difícil: viver.

Desde sempre vivemos, mas nunca aprendemos a viver de uma forma tão certa, tão profissional, tão de um vivente, para que possamos viver independentes.
Eu sei comer sozinho, sei descomer sozinho, sei me limpar, sei aprender outras tantas coisas… como todos vocês. Mas a gente nunca vai saber tudo de tudo isso para que possamos dizer: pronto, agora eu faço sozinho.
É por isso que o viver é o aprendizado: não podemos viver sozinhos. E eu quero aprender, da minha forma!
E também não amamos sozinhos. Eu quero amar, da minha forma!

Eu só queria, por um segundo, que todo mundo entendesse que ninguém sabe de nada e que todos os caminhos estão certos.
Quem dera isso fosse lido por quem nunca lerá!

Se o controle de constitucionalidade é difuso no Brasil, e a eficácia é inter partes da sentença que assim o declara, o juiz pode o fazer de ofício?

Noah and The Whale lançou um cd, faz algum tempo, admito. Faz algum tempo que tenho ouvido-o… a princípio não gostando muito; hoje, me acostumei e acho até mesmo bacana! Bom mesmo… e diferente da produção anterior deles. (ah, as músicas continuam tristes como as do cd anterior) O toque de folk é quase imperceptível diante da aglomeração de novos sons, algumas vezes beirando a instrumentalidade, que preenchem o álbum do início ao fim: novamente Charlie Fink produz um álbum inteiro, e não somente uma porção de músicas jogadas sucessivamente.

E o que mais: Acordei pensando em Alice no País das Maravilhas.

O coelho apressado, a Alice, o crescer e o diminuir, o questionamento. whatever… O que não tem nada a ver com a aula de direito comercial de hoje de manhã, em que o professor (substituto) falou da origem das S.A.s, ou também chamadas companhias… Eis a origem:

Companhia, companheiro, é relativo a com panes… Isto é, tem origem na lealdade e na confiança entre aqueles que dividem o pão. Ou, no caso de Alice, o chá!

(Feeling Good – Michael Bublé)

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