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“Todos querem voltar à natureza, mas ninguém quer ir a pé.”
Petra Kelly
A frase tem dois caminhos interpretativos principais [infinitos existem]: O primeiro é sobre a busca das origens, o segundo fala da coerência das ações com o que somos.
[PARTE I]
“Somos uma espécie introspectiva, fascinada por nossa origem.”
Donald Johanson
Foi num dia chuvoso [aposto que foi!], em que o homem não pôde sair de sua caverna. Há muito tempo atrás. Ele viu um raio que atingira uma árvore, e então vira o fogo. Continuava observando. Pouco tempo depois, a água já extingüira as chamas.
O homem acreditou, então, que o fogo era uma arma dos deuses. O fogo viera do céu, direto do mais infinito nada. Facinou-se pela aparição das coisas na Terra e peguntou a si mesmo “e eu? de onde vim?” [pois não se lembrava de ter caído dos céus, nem brotado da terra].
Nos tempos atuais continuamos nas cavernas. Nós, “mamíferos bípedes com teleencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor”, conseguimos controlar o fogo, mas ainda nos perguntamos “de onde viemos?”. Continuamos nos buscando, através da sabedoria e da instrospecção. Mas não procuramos, muitas vezes, termos virtude ["Sabedoria é saber o que fazer, virtude é fazê-lo." - David Starr Jordan] ou nos relacionar com o resto do mundo. Como podemos querer um mundo mais fraterno se nada fazemos a respeito? Do que adianta querermos voltar a natureza, mas não por nossas próprias forças? [ver parte II].
A natureza é parte de nós, assim como nós fazemos parte dela. Somos um só corpo, nossos elementos químicos são os mesmos, interagimos eletronicamente com tudo e todos. A ONU fala que o homem é “criador e criatura” da natureza, mas eu ouso discordar: somos a mesma coisa! O planeta é um só, e nós somos o planeta. Mas – voltando ao ponto -, do que serve querermos voltar às florestas para destruí-las (e a nós mesmos)?
[PARTE II]
Embora já tenha falado sobre coerência na parte I do texto, prefiro tornar-me redundante à calar-me quando estou com inspiração.
Coerente é ser digno de ser chamado pelo que é. Coerência é uma virtude [virtude é o meio-termo, o caminho do meio, nenhum dos excessos]. Ser coerente com as situações é fazer o certo, na hora certa. Ser coerente com seus pensamentos é colocá-los em prática.
É daí que vêm a ironia da frase. Como voltar a natureza renegando o caminhar? O mundo necessita de coerência. Como podemos mudar o mundo sem mudar a gente? Ou vice-versa. Somos um só [ver parte I].
Na busca pelo conhecimento, todo tipo dele é válido, pois todo tipo é parte da gente.
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A coerência, por Platão:
“A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento.”
Platão
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Sendo coerente com minha posição de pseudo-escritor, paro por aqui o texto.
“Viver apenas um dia ou ouvir um bom ensinamento é melhor do que viver um século sem conhecer tal ensinamento.”
Sakyamuni
Nessa semana eu criei mais um “fim-menor” [um dos passos para o "fim-maior"]: Vou abrir uma Escola de Ensino Médio.
Mas não será uma escola limitada à preparação para o Vestibular. Vou implantar um método de ensino e de formação de um cidadão.
Talvez pareça prepotência de minha parte, mas eu acho que o que nós aprendemos deve ser dividido de alguma forma.
[parte apagada do post ficava aqui]
A escola vai ter aula de Política e Atualidades (como na Alemanha); Religião e Filosofia; e as matérias normais.
Quero ajudar a formar pensantes… que possam fazer jus à frase:
“Sempre que ensinares, ensina também a duvidar do que ensinas.”
José Ortega y Gasset
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“Quem busca o conhecimento e o acha, obterá dois prémios: um por procurá-lo, e outro por achá-lo. Se não o encontrar, ainda restará o primeiro prémio.”
Maomé
Mais uma vez um texto abstrato sobre a busca por algo abstrato.
[post retalhado aqui também]
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“O pior texto de todos… prefiro calar-me”
Estou numa fase em que devo estudar muito, sobre coisas fixas e pré-estabelecidas. É conseqüencia de uma de minhas escolhas – a fase -, talvez a que vai me trazer mais efeitos futuramente. Os minutos sempre passam na mesmíssima velocidade, mas para alguns [e particularmente, nesse caso, especificamente, tendo em vista que é um Blog, falando por mim mesmo; como para mim agora] parece que as coisas estão indo mais rápido… é a simples pressão que o tempo contado faz.
Esse foi um texto introdutório, usado como modo de explicar as minhas não-postagens.
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Em cada segundo que me sobra, junto mais uma peça em meu projeto-trabalho [um oásis de abstracionismo na semana cheia de técnicas].
O que aprendo, creio eu, devo ensinar também… por isso faço o projeto – que mais tarde colocarei aqui em uma versão reeditada.
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Para não deixar esse post muito pessoal [que é o que eu não gosto muito de disponibilizar aqui], vou dar uma refletida sobre alguma idéia:
Fiquei em dúvida quanto as duas frases… qual deveria escolher para comentar.
“Devem-se buscar os amigos como os bons livros, pois a felicidade não está em que sejam muitos, nem mui curiosos, antes em que sejam poucos, bons e bem conhecidos.”
Mateo Alemán
“Todas as glórias deste mundo não valem um amigo fiel”
Voltaire
No fim de contas, descobri que elas se complementam e são de um sentido entendido quase comumumente entre todos os viventes do planeta Terra. Mas deparei-me com uma dúvida quanto a fraternidade universal. Por que ela não é “implantada”?
E então, quando me encontro com meu abstracionismo de novo – em um dia de semana – já devo desligar-me da rede internacional de PCs.
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“Hoje eu vejo em parte, mas então veremos face a face”
