You are currently browsing the monthly archive for Abril 2009.

Queria pôr em verso
toda a situação
que hoje estou vivendo
com meu coração
que vive batendo
em ritmos diversos
mas sempre tão lento
e diferente do teu,
que as batidas ouço atento
pela parede que construiu
para protegê-lo do meu,
que por ti ruiu.

I’m just comin’ here to come down
I could be this
I could move town
Put masseuse right on the guest list
Saw my pause boy
Became weightless

And I’m all hooked up
And I’m all hooked up
I’m all hooked up
I’m all hooked up

Draper Street caught me believin’
Spilt their eyes on the ceiling
Forced to live like it’s a curfew
Translation means I love you

And I’m all hooked up
And I’m all hooked up
I’m all hooked up
I’m all hooked up

I’m just comin’ here to come down
I could be this
I could move town
Forced to live like it’s a curfew
Translation means I love you

And I’m all hooked up
I’m all hooked up
I’m all hooked up
I’m all hooked up 

Versão do Broken Social Scene:

Versão da Feist:

“Please don’t lie to me, Mary”

Tempos esses de muita música.
Violão com cordas de nylon, violão folk com cordas de aço, guitarra elétrica, teclado, saxofone, mp3’s e cd’s. Projetos ou não.

Quem é que diria que aquele guri iria deixar de seguir seus planos? Que ele iria mudar através da música e de seu coração? [Ou se não, como causa e efeito.] Mas ele mudou de plano, como quem troca de roupa; e não pretende voltar ao que foi, mas seguir na mudança. Nada mais normal para um ser-mutante-ser-humano. Mas agora é um desafio, “he kinda like that”, é um coração tão impenetrável como o dele que ele pretende tomar para si.
A diferença é só nas razões: ele, medo de tê-lo quebrado; ela, would never love a man  ’cause love and pain go hand in hand.
-
Diálogo:
I can’t do it again (…) Leva mais tempo pra acreditar.”
“Eu entendo… Mas só te peço:  trust what’s in your heart.”
“Mas if you do what you do… Yeah, you’ll do fine
You give me fever“ 
-
“There’s a pleasure
We must all feel
And it’s a pleasure I know
Of losing your heart
And then letting love grow

[pedaços de Mary (noah), New Romantic (laura), Do what you Do (noah) e Fever (buble)]

Mas então ficamos sem televisão na sala, mais ou menos durante uma semana. [Eu nunca quis que houvesse uma televisão na sala, afinal já tem uma Tv lá em cima, a gente pode ir lá pra ver... não precisaríamos de um "Teatro dos Vampiros" no lugar onde a gente almoça/janta] Foi uma experiência sociológica interessante. xP
Quero dizer… Minha mãe ligou para a Net perguntando quando a gente ia ter o aparelho funcionando de novo na sala e eles vieram com as desculpas de sempre e a gente acaba se contentando (o que se pode fazer?!) e eles remarcaram a visita. Foi interessante ouvir ela falando, como se nós tivéssemos necessidade de ter uma televisão funcionando ali! E então ontem, depois da janta, a gente sentou no sofá (eu deitei) e a gente conversou, sobre qualquer coisa. E esse é o ponto.
Eu gostei de não ter a televisão, foi tão natural a situação. Afinal, nós precisamos ter tempos offline sometimes.

“You said I must eat so many lemons
’cause i am so bitter.”
(Foundations – Kate Nash)

É mais ou menos assim o que eu quero dizer. Eu não sei ao certo, mas não me importo em não saber. Também já não me importo se pensam qualquer coisa sobre isso, ou sobre mim. Já não me importo que se importem ou não.
Pode parecer vazio, mas o que não é vazio nos dias de hoje? Aqui fora tudo é superficial e vil. Mas qual é a razão de podermos criar ambientes tão perfeitos e profundos e bons? No sentido de “como é possível criar algo assim se viemos do lado de fora?”, isto é do mundo real?
E é em tudo assim, é no “suposto-existente” “Mundo do Direito”, que como bem lembrou um jurista: não deveria existir como autônomo, separado, a parte, pois ele é o mundo real. A abstração do direito, no final de contas, pouco vale se não houver a prática da justiça. Assim, como outro exemplo, são os discursos vazios: os sofistas, bem disse o Fred (esse cara condensou bem o que são os “formuladores vazios”). Bah, tri.
Mas não era isso…
A questão é que não me importo, se é que já me importei, em não viver num mundo de abstrações. Ou seria o contrário? Quero dizer, não me importaria por não viver em um mundo real (de abstrações viveria, portanto). Já não sei. E ouso dizer que não me importo.
E com toda essa petulância de um estúpido-patético-pseudo-ser-pensante, eu pretendo encerrar o texto com:

“‘Cause we’ll all be portions for foxes.
Yeah, we’ll all be portions for foxes.”
(Portions for Foxes – Rilo Kiley)

Rolko_