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e pramocinha! (ha-ha)

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Hoje me veio a vontade de escrever:
em meio a um turbilhão de outras coisas, as quais deveria dar prioridade, achei esses poucos minutos do meu tempo para colocar todas essas palavras que aqui vou colocando, mesmo sem procurar ter um sentido em mente – um objetivo ou um assunto, vou escrevendo para que as palavras não me sufoquem (em uma rebelião por não terem sido utilizadas). Ha, assim falo escrevo como se fosse necessário que o fizesse, como se tivesse uma real necessidade de pôr as letras uma após a outra formando senteças, mas não é assim: só é uma vontade que tenho – de tempos em tempos – de escrever aquilo que me vier. Non-sense. at all. Ou talvez tenha sentido demais.
Fim de semestre, fim de etapas.
Os que virão serão ainda melhores, mais perfeitos – eu sei. As que virão também.
Quero pensar logo sobre os momentos que terei a seguir. Quero pensar sobre todos os momentos em que eu poderei escolher o que terei como momento. Quero, ainda, ter em minha mente – gravado – que não escolherei sozinho o que do momento eu farei. Porque não será o momento de ser, mas o momento de sermos. E eu tenho certeza que será uma boa mudança, como tem sido até agora…
Engraçado. Reli o que acabei de escrever e me pareceu que era um texto de quem se prepara para a aposentadoria… talvez tenha usado aqui as palavras que não eram corretas, talvez o que realmente eu queira falar não seja possível de ser escrito aqui… talvez aquilo que eu tenho vontade de gritar aos quatro cantos do mundo, de enviar em cartas pelos ventos, de desenhar sob a luz do sol e de dançar sob a lua não sejam enfim palavras ou gestos: podem ser mais; é possível! é certo, pois o que eu quero expressar não quero que seja para ninguém mais, a não ser nós, de formas que transbordam, ainda sim, essa característica só nossa.
Em resumo, quero nos dar de presente o TODO.
Ei-lo.
Sextas-feiras são os dias mais estranhos da semana. Confesso que algum tempo atrás eu achava que era um dos melhores dias da semana, representava o término da semana, o começo do “descanso”, ou sei eu: representava o início de uma paz. E era assim desde o início da manhã, ou melhor: sentia-me assim desde o início da manhã. Mas agora já não sei mais o que a sexta-feira me representa – estranhamente o dia me traz uma retrospectiva. Estranho mesmo [e por isso repito tanto], mas toda sexta-feira me parece agora um fim de ano. E toda sexta-feira, portanto, me faz querer ver as próximas segundas-feiras (seriam os novos anos?), quando poderei colocar os planos a funcionar. E vivo de pulos de sextas para segundas.
Me ilumina o dia
caso me recomende um sorriso;
Me faz assistir a chuva
se me diz não sorrir.
São tuas fazes e faces,
é o teu dia-a-dia.
Já não é só teu,
é também meu.
E eu ali vou estar
quando ali (de mim) tu precisar
que alguém esteja pra amparar.
Mais uns riscos aqui,
que nem são poemas…
são pensamentos e desejos
(todos eles bons)
(e para ti).
“Se o poeta falar num gato, numa flor,
num vento que anda por descampados e desvios
e nunca chegou à cidade…
se falar numa esquina mal e mal iluminada…
numa antiga sacada… num jogo de dominó…
se falar naqueles obedientes soldadinhos de chumbo que morriam de verdade…
se falar na mão decepada no meio de uma escada
de caracol…
Se não falar nada em nada
e disser sempre tralalá… Que importa?
Todos os poemas são de amor! “
Mario Quintana
